domingo, 29 de outubro de 2017

O Caso de Dan Cooper|Pirataria Aérea


Hoje venho contar uma história genial que ouvi num destes dias.

Estados Unidos, 24 de Novembro de 1971
Um homem, de aproximadamente 40 anos, comprou um bilhete só de ida para Seattle em nome de Dan Cooper. Passado alguns minutos embarcou no avião Boeing 727, com mais 36 passageiros.
Dan Cooper vinha vestido com um fato escuro formal e gravata, bastante comum na época, pediu um whisky e acendeu um cigarro, entregando um bilhete à hospedeira de bordo que dizia: "Tenho uma bomba na minha mal e vou usá-la se necessário. Quero que a senhora se sente ao meu lado. Estão sendo sequestrados."
A hospedeira de bordo levou o bilhete ao comandante, que informou o controlo aéreo do sequestro e pediu que a comissária fizesse o que o sequestrador ordenou.
As exigências de Dan Cooper eram 200.000 dólares e dois pares de pára-quedas (dois principais, e dois de emergência). O comandante só poderia aterrar o avião assim que as autoridades confirmassem que estava tudo pronto, então tiveram de sobrevoar Seattle durante 30 minutos.
Às 17.39 da tarde, o avião pousa, com as luzes diminuídas, evitando que um atirador tivesse Dan Cooper na mira. O sequestrador não deixou que qualquer veículo se aproximasse do avião, com excepção de uma única pessoa que deveria entregar o dinheiro, os pára-quedas, e comida para os tripulantes do avião.
Enquanto esperavam pelas entregas, Cooper pediu Bourbon e água para a comissária de bordo e quis pagar pelas bebidas. O sequestrador era gentil e calmo.
Assim que as suas exigências foram atendidas, ele libertou todos os passageiros e uma das hospedeiras, mantendo só a hospedeira a quem entregou o bilhete e os pilotos.
Dan Cooper leu o manual de instruções da escada/porta e pediu muitas informações à hospedeira ao seu lado, que o informou que era impossível baixar as escadas durante o voo. Mas Cooper disse-lhe que ela estava enganada. Assim através do intercomunicador da hospedeira informou os pilotos que o avião teria de voar a 10.000 pés de altitude, com baixa velocidade, que a porta do avião não fosse bloqueada e que a cabine não fosse pressurizada. Informou ainda que tinha um altímetro de pulso para ver a altitude e não ser enganado pelo piloto. Informou o piloto para ir em direcção ao México.
O comandante informou que precisariam de abastecer em Reno,antes de prosseguir para o país vizinho.
Às 17.46 da noite, o Boeing 727 da Northwest descola em direcção ao México, o sequestrador mandou todos os tripulantes permanecerem no cockpit com o comandante, deixando-o sozinho na cabine de passageiros.
Por volta das 20.00 da noite a tripulação vê uma luz de alerta da porta aberta. O comandante perguntou ao sequestrador se precisava de alguma coisa pelo intercomunicador e ele só respondeu que não. Às 20.24, no meio da tempestade, e com uma temperatura de 7 graus negativos, o comandante, sentiu um arrasto no avião. Deduziu que a escada da porta tenha sido baixada. Depois disso não viram nem ouviram mais nada. Às 22.15 da noite o avião pousa em Reno, e após tentem falar com o sequestrador através do intercomunicador, descobriram que não havia ninguém a bordo. Tudo indicava que Dan Cooper tinha desaparecido para sempre.
No entanto, Dan Cooper deixou para trás um pára-quedas e a sua gravata, teria sido mesmo um erro? Ele pediu o bilhete que tinha entregue à hospedeira de bordo, para não deixar pista alguma e agora deixava a gravata?
Tudo parecia ter sido muito bem pensado pelo sequestrador, desde o tipo de avião - porque se fosse um avião maior, não conseguiria manter a baixa velocidade - até ao tipo de pára-quedas - um golpe brilhante ter pedido dois pares, evitando que lhe enviassem pára-quedas falsos ou estragados.
Pediu o dinheiro em notas de 20, não marcadas, que a cabine não fosse pressurizada, evitando que a porta gerasse uma descompressão violenta quando fosse aberta, e até a altitude de 10.000 era perfeita, já que até 12.000 pés é possível para uma pessoa saudável respirar normalmente.
Dan Cooper nunca foi encontrado, nem vivo nem morto.
Terá sido a tripulação a organizar tamanha estratégia?
O sequestro do voo 305 da Northwest é o único caso de pirataria aérea sem solução nos Estados Unidos da América.

6 comentários

  1. Nunca tinha ouvido falar. Será que sonhaste? Ahaha Beijinhos Ainda pensei que fosse fugir com uma hospedeira e pedi-la em casamento e saltavam os dois de para quedas.

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  2. Nunca tinha ouvido esta história mas é empolgante. :)

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    1. Fiquei com a pulga atrás da orelha, mas este mistério não tem solução possível. :)

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  3. Apesar de tudo, provavelmente, morreu :D

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    1. Certamente! Se não foi do susto nem da queda, de velhice.

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