quinta-feira, 7 de abril de 2016

Viver Depois de Ti|Jojo Moyes

Imagem retirada daqui.

Eu tenho tendência para ler livros que sei que são tristes e que me vão fazer chorar, confesso, mas também são esses que me dão grandes lições de vida.
"Viver Depois de Ti" não é um romance, nem sequer é uma história romântica como eu pensei a princípio que fosse. É uma história de amor.
Este livro é muito falado através da comunidade Booktube e mesmo através das redes sociais, ainda mais com o lançamento do filme [trailer] para breve (11 de Agosto de 2016 em Portugal). Com o lançamento do segundo trailer no fim do passado mês, fiquei com a pulga atrás da orelha. Tudo nos leva a crer que é mais um chick-lit, tanto a capa do livro como o filme, mas não é isso que acontece. O filme pode vir a ser abordado de outra maneira, e acredito que o seja, mas o livro é bem diferente de um chick-lit.
Louisa Clark é uma rapariga com poucas ambições e um tanto ou quanto egoísta, no meu ponto de vista, acabando por ser desinteressante. Após o fecho do café onde trabalhava, "The Buttered Bun (adorei este nome)", esta fica no desemprego e como o rendimento familiar depende dela, vê-se obrigada a aceitar um trabalho como cuidadora de um homem tetra-paraplégico, Will. Após a entrevista de emprego apercebe-se que Will Traynor é mais novo do que pensava que fosse e que o trabalho não é tão complicado assim, só têm de lidar com o mau génio um do outro. Vivendo em realidades diferentes acabam por chocar muitas vezes. Will ficou naquela condição depois de um acidente de mota que acabou com a vida de bon vivant que levava e o confinou a um anexo onde passa a maior parte dos seus dias até tomar uma decisão que muda a sua vida e de Lou para sempre.
Comparo um pouco este livro a 'Um Dia [One Day]' de David Nicholls ao nível do desenrolar da história, demora muito a acontecer e a 'A Culpa é das Estrelas [Fault in Our Stars]' de John Green que no final nos deixa um buraco do tamanho do mundo no coração.
Apesar de ser uma muito boa narrativa não me consegui apaixonar pelos personagens principais como me apaixonei em 'Um Dia'. A Clark (que nem conseguia memorizar que o nome dela era Lou) é demasiado egoísta, apesar de ter de trabalhar para ter de ajudar a sua família, achei que ela era demasiado egoísta em como pensava na sua família, e mesmo na mãe do Will. Sempre achei descabida aquele medo que ela tinha em relação à Mrs. Traynor. O Will não me conseguiu convencer, ele irritava-me simplesmente. O que me convenceu foi a relação daqueles dois, nunca me tinha rido tanto com um livro acredito. As piadas internas e o sentido de humor dos dois era bastante peculiar e conseguia por-me a rir às três da manhã ao ponto de ter de largar o livro.
Acabei por adorar o livro e sobretudo o final. Acho que era o que faria no lugar do Will , o que para mim faria sentido. A mensagem de: "Vive intensamente", que o Will tentou passar à Clark foi a cereja no topo do bolo. Agora é esperar por Agosto e pelo filme.

4 comentários

  1. Não podia concordar mais contigo. Também sempre a tratei por Clark (lembrava me da Clarke de The 100) e a única coisa que gostei nela foram as meias de abelha (que lhe deviam ficar lindamente). Eu também me lembrei do One Day...e ainda bem que acabou assim. Se ele não tivesse o infeliz acidente nunca se teriam cruzado...mesmo sendo vizinhos. Não faria sentido ter terminado de outra forma. Fico curiosa com o filme...mas acho que isto nem tem muito para dar...uma grande história.

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    1. Também me lembrava da Clarke do The 100. Não gostei nada das meias, ela era mesmo estranha. A boa noticia é que podemos ver se ela melhorou o guarda-roupa agora no segundo livro. Também quero tanto ver o filme. Ainda hoje estive a ver o trailer outra vez.

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