segunda-feira, 25 de maio de 2015

Filme|I Origins

O olho é o ponto de disrcórdia que pessoas religiosas usam para desacreditar a evolução, usam isso como prova da existência de Deus.

Durante a tarde de ontem vi este filme, foi-me altamente recomendado por uma amiga. O trailer deixou-me curiosa e daí a vê-lo, foi só ter tempo. Mike Cahill é director e escritor deste drama muito equiparado ao cinema europeu. A actuação de Michael Pitt (Ian) e Brit Marling (Karen) foram maravilhosas, mas as cenas com Astrid Bergès-Frisbey (Sofi) são as que mais nos levam a ver este filme com traços de cinema europeu, nas pausas, nos risos, no toque... Magnifico.


Cahill pega na Ciência como guia para a história. A trama acompanha Ian, um cientista que estuda a formação do olho humano, em como evoluiu naturalmente deixando de lado a ideia de que fomos criados por "Algo maior".


Ian entretanto conhece uma jovem (Sofi) com um olhar diferente de todos os outros que vira, e imediatamente apaixona-se. Sofi é guiada pela sua espiritualidade e é aqui que é definido o grande tema da narrativa: ciência x espiritualidade. Para mim, as melhores cenas deste filme são conseguidas aqui, quando o casal se conhece, cenas carregadas de sensualidade, pequenos detalhes e conexão.


Em termos técnicos, o que achei mais fantástico nesta narrativa, foi a banda sonora, é hipnotizante como joga com as cenas..É um filme que nos permite reflectir sobre ciência, fé e religião, podendo ser interpretado sobre diversas formas, dependendo das crenças do espectador, claro. Sem dúvida que é daquele tipo de filmes que nos deixa a pensar durante alguns meses.


IMDb
7,3

Anna






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Maira Gall