sábado, 4 de março de 2017

÷|Ed Sheeran


Ed Sheeran já tinha ameaçado com o 'Shape of You' e 'Castle on the Hill' no passado mês e ainda se encontra nos top's. Ontem, lançou o seu mais recente álbum, 'Divide', pelo qual todos ansiávamos. Eu pelo menos vivia à espera disto. Não desiludiu, como nunca desilude.
Com baladas e com músicas mais mexidas do que é habitual, e até como uma "Barcelonadas" à mistura. 
O melhor: Shape of You, Dive, Perfect, Happier, Save Myself
O que não gostei assim tanto: Bibia Be Ye Ye, Galway Girl e Nancy Mulligan




sexta-feira, 3 de março de 2017

The Accountant|2016


The Accountant tem uma premissa que me cativa logo à primeira vista, um protagonista autista. Sou bastante curiosa com este síndrome, se bem que este filme não personifica tanto o síndrome como o faz Jodi Picoult no seu livro "No seu mundo".
Christopher Wolff (Ben Affleck) é um contabilista com uma particularidade, é autista. Teve um passado difícil e exigente, e por isso tornou-se não só bom contabilista, como muito bom assassino. É uma história improvável mas que Bill Dubuque fez fazer sentido. 

Chris é contratado por uma grande empresa para descobrir como o dinheiro tem desaparecido sem ninguém dar por isso nos últimos 15 anos, acaba por conhecer Dana (Anna Kendrick), que é o elo de ligação entre a empresa e o contabilista, que criam logo uma certa empatia.
Conforme se desenrola a historia nem tudo é o que parece e Wolff deixa os números de lado para dar lugar a um assassino implacável, onde o final tem um "twist" que não estava mesmo à espera. 
Na minha opinião, as mortes são demasiado gráficas neste filme, o que fez com que fechasse os olhos várias vezes. O melhor do filme sem dúvida foi a prestação de Ben Affleck como um autista e como assassino que usa canções de embalar para se acalmar:"Nasceu numa segunda, batizou-se numa terça, casou-se numa quarta, adoeceu numa quinta, piorou numa sexta, morreu num sábado, enterrou-se no domingo, e este foi o fim de Solomon Grundy.".


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Photo of the day|Jamie Livingston

Este site conta a história de Jamie Livingston, um homem que viveu e morreu em Nova Iorque em 1997. Poderia ser só um monte de fotos aleatórias, mas não é. Jamie foi um fotógrafo, cineasta e músico que começou a realizar um projecto em 1979 até 1997. São muitos anos de comprometimento! Todos os dias Livingston tirava uma foto com a sua polaroid, o que totalizou 6697 fotos, só não fez mais fotos porque morreu de cancro no cérebro, justamente no dia do seu aniversário, ao completar 41 anos.
O site documenta todas as fotos que ele tirou durante esses anos. Não consigo imaginar como é que ele conseguiu inspiração e disciplina para tirar uma foto todos os dias durante quase 20 anos.
Gosto de carregar nas datas aleatoriamente, mas às vezes sinto-me como uma invasora no diário deste homem, que era tão normal como eu mas que expôs a sua vida e amigos com estas fotos quotidianas.
Achei este projecto incrível.


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Last.year|Last.fm

Não sei se alguma vez ouviram falar da plataforma last.fm, já pertenço à comunidade desde Junho de 2011. O last.fm começou como uma rádio online mas rapidamente se tornou numa comunidade onde podemos partilhar os nossos gostos musicais Constrói um perfil baseado nos nossos gostos musicais que são obtidos através de um plugin instalado no nosso pc. Neste último ano o last.fm evoluiu e actualizou o design do site e em dezembro lançou esta feature que diz estatisticamente como foi o nosso ano musicalmente.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Inferno|2016


Há muito que queria ver este filme, finalmente consegui fazê-lo ontem. Já tinha lido o livro do autor e estava ansiosa para ver a adaptação cinematográfica. A oportunidade de ir ao cinema não aconteceu e o filme acabou por sair de cartaz, ontem acabei por vê-lo em casa.
O que me faz continuar a adorar este género de filmes é toda a trivia sobre História de Arte que Langdon resolve num piscar de olhos. Se no livro senti que as coisas demoravam a acontecer, no filme as coisas passaram-se muito rápido, rápido demais na minha opinião. São duas horas de filme, mas esperava que fossem três, pois à demasiados detalhes que foram ignorados.
É dos meus livros preferidos do autor, Dan Brown, não fosse Itália o grande palco dos acontecimentos, mas foi pouco focada, assim como a fuga pelos jardins do Palazzo Vecchio e mesmo dentro do mesmo, foi tudo muito superficial.

Em relação a Robert Langdon (Tom Hanks), pareceu drogado o filme todo, bem sei que sofreu de amenésia grande parte da trama, mas pareceu bem mais que isso. Adorei Sienna Brooks (Felicity Jones) do livro mas detestei a do filme, é uma personagem tão completa e ali não passou de uma sidekick, primeiro à mercê de Langdon e depois descobre-se que à mercê de Zobrist, a grande mente por trás do grande plano maquiavélico.
É tudo tão explicado e com tanto sentido no livro, já a adaptação não passou de um filme de acção com muito Dante Alighieri pelo meio.
Os pontos positivos que destaco são mesmo as visões do Robert do inferno de Alighieri, imagens super realistas e a arte que se consegue ver no filme, ainda que tudo seja bastante superficial. Esta obra merecia um filme bem mais aprofundado.

© the washing machine.
Maira Gall