quarta-feira, 16 de agosto de 2017

The Handsmaid's Tale|2017


Vi o primeiro episódio desta série à coisa de duas semanas. Chocou-me. Só voltei a pegar na série uma semana mais tarde. A série é horrivelmente linda. É uma crítica política no seu estado mais puro. É impossível não fazer analogias com certas coisas do quotidiano que se passam neste mundo. Primeiro chocou-me mas depois entranhei e apaixonei-me pela fotografia da série, ,a banda sonora, que arrisco a dizer que nunca vi nenhuma tão bonita. Está lindamente concebida esta série.
Primeiro pensamos que é uma série de época, mas depois com os flashbacks das personagens, levamos um murro no estômago e vemos que elas vivem no mesmo tempo que nós, que a tecnologia existe, as pessoas conhecem-se no Tinder e apanham Ubers. E percebemos que esta realidade é mais perto da nossa do que aquilo que queremos admitir.
Observamos uma América com problemas de linhagem, em que as pessoas "nobres" não são capazes de se reproduzir. Esse problema acaba por cair em cima de mulheres, que podem reproduzir mas que são presas como servas nas famílias destas "nobres famílias" para terem filhos que nunca vão poder cuidar, sendo violadas uma vez por mês até acontecer de facto o "milagre".
As mulheres são usadas para procriar e mantidas como um objecto dos homens da casa, chamadas mesmo por Of + o nome do dono da casa. Offred é o nome da personagem que acompanhamos com mais detalhe nesta série, o seu comandante chama-se Fred, ficando Offred.  Observamos aqui uma realidade que existe em muitos países, em que as mulheres são exclusivamente usadas para manter uma linhagem. É uma hipérbole que nos leva a fazer muitas perguntas.
Agora é agarrar-mo-nos à paciência e esperar por uma segunda temporada.


domingo, 16 de julho de 2017

Bastille|Meo Marés Vivas


No dia 14 de Julho, os Bastille apresentaram-se no Meo Marés Vivas, no dia da tomada da Bastilha e no aniversário do vocalista Dan Smith, demasiadas coincidências para um só dia, mas o facto de Dan fazer anos no dia da tomada da Bastilha foi o que deu nome à banda.
Os Bastille têm toda uma produção televisiva por trás do espectáculo, construíram um canal onde vão mantendo o público informado acerca das novidades do "Wild World". 
Começaram exactamente à hora esperada e anunciada no canal Wild World Communications e fizeram o público dançar e saltar sem parar, mesmo na onda Bastille.
Os parabéns a Dan pelo seu 31º aniversário, foram cantados em inglês, a pedido do baterista da banda, o que deixou o vocalista bastante envergonhado.
Durante 'Flaws' (uma das minhas preferidas), Dan atravessou a plateia, sendo abanado pelo público mas sem nunca deixar cair uma nota em vão. Já em cima do palco, fez-nos vibrar com as covers de "No Scrubs" e "Of the Night", que confesso serem das minhas preferidas, junto com "Things We Lost in the Fire", "Bad Blood", "Laura Palmer" e "Oblivion".
Fecharam um concerto sem mais ameaças de volta, que considerei épico.

terça-feira, 18 de abril de 2017

O fantástico mundo de Sveta Dorosheva|Ilustradora

Nasceu na Ucrânia, mas vive em Israel à vários anos. Nasceu desenhadora mas nunca estudou desenho académicamente, o que torna tudo ainda mais fantástico. O trabalho que mais me encheu os olhos foi "My Childhood", mas Sveta tem muitos outros trabalhos geniais. Deixo aqui algumas das minhas ilustrações preferidas:






domingo, 16 de abril de 2017

Hacksaw Ridge|2016



Hacksaw Ridge é baseado na histório real de Desmond Doss (Andrew Garfield), um homem que pretendia alistar-se para a Segunda Guerra Mundial como médico, mas sem tocar em armas. Grande parte do filme mostra-nos a fase de treinamento e de como foi díficil para Doss convencer os seus camaradas a levá-lo com eles para a guerra. É já na guerra em Okinawa, no Japão que Doss mostra o seu valor ao salvar 75 homens caídos sem usar sequer uma única arma ou matar um único homem.



Mel Gibson não se poupou nas cenas mais violentas em guerra o que tornou o filme um pouco real de mais, mesmo para quem nunca foi à guerra.
Garfield entregou-se bem ao papel, tanto física como emocionalmente, garantindo-lhe a indicação ao Óscar para melhor actor. Ganhou no entanto a melhor mixagem de som e a melhor edição.


sábado, 4 de março de 2017

÷|Ed Sheeran


Ed Sheeran já tinha ameaçado com o 'Shape of You' e 'Castle on the Hill' no passado mês e ainda se encontra nos top's. Ontem, lançou o seu mais recente álbum, 'Divide', pelo qual todos ansiávamos. Eu pelo menos vivia à espera disto. Não desiludiu, como nunca desilude.
Com baladas e com músicas mais mexidas do que é habitual, e até como uma "Barcelonadas" à mistura. 
O melhor: Shape of You, Dive, Perfect, Happier, Save Myself
O que não gostei assim tanto: Bibia Be Ye Ye, Galway Girl e Nancy Mulligan




© the washing machine.
Maira Gall