terça-feira, 10 de outubro de 2017

El Hilo Rojo|2016

Segundo uma lenda japonesa, acredita-se que os deuses amarram um fio vermelho invisível aos tornozelos, no momento do nascimento daqueles que estão predestinados a ser almas gémeas. Assim, aconteça o que acontecer, passe o tempo que passar, estas duas pessoas vão encontrar-se. O fio pode esticar-se ou emaranhar-se, mas nunca se irá partir.
É com esta premissa que o filme argentino The Red Thread|El Hilo Rojo nos embala.

Abril (Eugenia Suárez) e Manuel (Benjamín Vicuña) conhece-se num aeroporto, ela é hospedeira de bordo e ele vai voar, por acaso no avião onde ela vai operar. É o chamado amor à primeira vista. Há circunstâncias que os impedem de se encontrarem quando aterram, e como não tiveram oportunidade de falar muito, perdem o contacto, durante sete anos.
Manuel já com uma filha e casado, volta a viajar e encontra Abril, também já casada e com um filho, e apesar das circunstâncias envolvem-se e voltam a ressuscitar este amor adormecido.
A realizadora soube aproveitar os olhares que por vezes se tornavam mais interessantes que o próprio discurso, tem uma óptima linguagem corporal que faz este filme distinguir-se das restantes comédias românticas a que estamos habituados.
Ando mesmo numa de ver filmes da famosa língua latina, e ando a adorar. Este filme não acaba como esperamos que ele vá acabar, ou pelo menos, como eu esperava que fosse acabar.
Revejo-me em certos aspectos deste filme, pois acredito que só tenhamos um grande amor na nossa vida e sobrepõe-se a todos os outros. O meu ainda está acontecer, mas se um dia eu sofresse as circunstâncias que este casal sofreu acho que faria o mesmo.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Nuestros Amantes|2016

Nuestros Amantes|Our Story
Peguei neste filme por sugestão do Netflix, e fiquei rendida àquela história desde o início. Quando pensas que um filme não te pode surpreender mais, ele consegue. É espanhol e dei por mim a perguntar-me porque é que não dou mais oportunidades ao cinema espanhol.
Este romance é protagonizado por Eduardo Noriega e Michelle Jenner, e equiparo-o bastante à trilogia de Before (Sunrise, Sunset, Midnight), tirando o limite de tempo.
A premissa é bastante simples, encontram-se numa livraria, e Irene (Jenner) estabelece as regras para o "jogo"com Carlos (Noriega), entre elas está o não uso de telemóveis, não saberem o nome um do outro ou qualquer outra informação que os denuncie, a principal regra é não se podem apaixonar.
“-Parece increíble creer que alguna vez me quisiste a juzgar por tus palabras.
 -Parece increíble creer que me quisiste a juzgar por tus actos.” 
 Este romance destaca-se dos outros porque não segue a típica atracção física, é mais uma atracção baseada nos diálogos e no engenho, e isso foi o que me fez ficar agarrada ao ecrã.
Quando Irene dita as regras acho que nós, expectadores também as temos de aceitar, se não o filme vai soar-nos um pouco ridículo, como é o amor.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Sleeping at Last|Ryan O'Neal

Sleeping at Last começou por ser uma banda de três rapazes, à muitos anos atrás,mas após poucos anos, dois dos fundadores saíram da banda para abraçarem projectos pessoais, deixando Ryan O'Neal, como one man band. E tornou-se num projeto musical.
Sleeping at Last tem uma maneira de trabalhar no que toca à divulgação da música. Por exemplo, com o seu álbum Yearbook, eles todos os meses do ano lançavam uma música, que ao final do ano perfez um álbum completo chamado Yearbook. Original não?
Vocês já ouviram uma música deste projecto sem saber, quase de certeza. As suas músicas fazem parte de séries como Grey's Anatomy, Jane the Virgin, The Vampire Diaries e filmes como Twilight e The Fault in our Stars.
Para mim, tudo o que é Sleeping at Last é bom, é óptimo, mas o confesso que o Atlas: Space tem um lugar especial no meu coração, assim como as covers . Vejam as capas dos álbuns e a ouçam as covers de músicas que costumam ouvir por aí nas rádios. Ele é fantástico.  Deixo aqui o meu vídeo/música preferida dele:

Quando o satélite Cassini foi desligado, convidaram Ryan O'Neal para fazer a banda sonora e foi igualmente fantástico:



Aqui está uma óptima playlist para começarem a apaixonarem-se por Sleeping at Last:

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Sense8|2015


Sense8, é uma série diferente de todas as outras que já vi. Não há uma personagem principal, há várias, mas há uma história principal, um factor comum. Conta a história de 8 desconhecidos, de diferentes partes do mundo, que estão conectados mentalmente e emocionalmente. Como pessoas têm diferentes habilidades, como por exemplo, um é muito bom condutor, outra é hacker, outro é actor e por aí fora, e todas estas habilidades ajudam-nos a escapar ao seu inimigo. "Whispers" é responsável por uma organização que quer extinguir os chamados "sensate", e faz de tudo para capturar estes 8 desconhecidos.
Esta série é produzida pelas irmãs Wachowski (Lana e Lilly), responsáveis por Matrix e Cloud Atlas. Nunca tinha visto o trabalho delas tão de perto, mas fiquei admirada com tantos pormenores que elas dão importância, certamente irei ver mais trabalhos delas.
Aqui está uma das minhas cenas preferidas:
Algumas das filmagens foram feitas em sítios reais, com pessoas reais como:A marcha Gay no Brasil, ou um concerto da Riley em Londres, na KOKO. Infelizmente a série foi cancelada, devido ao elevado custo de produção, pois há filmagens em Londres, São Francisco, Mumbai, Chicago, Berlim, Seul, Cidade do México, Nairóbi e Reykjavík.
No fim das filmagens, a produção tinha completado 100.000 milhas em viagens aéreas, ou quatro voltas ao planeta. Após a série ser cancelada, os fãs uniram-se e fizeram petições por todo o mundo, a pedir que assim não fosse. A produção deixou passar cá para fora que talvez fosse feito um episódio especial de 1h30m para dar uma conclusão à série.

Algumas curiosidades:

  • Nomi Marks foi a primeira personagem transexual escrita por Lana Wachowski em toda a sua carreira;
  • Miguel Ángel afirmou que fez 4 audições para conseguir o papel de Lito;
  • Segundo Brian J. Smith, Lana Wachowski  acredita que os sensates são “pansexuais”;
  • Todos os títulos dos episódios fazem parte do texto e, geralmente, são falados por algum dos personagens em uma cena crucial do capítulo.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Sleep Well Beast|The National

Hoje saiu o sétimo álbum dos The National e corri a ouvi-lo, até porque já está disponível nas principais plataformas de streaming.
Gosto desta banda, mas nunca foi um amor exacerbado, aliás nem conheço muitos álbuns deles. A fundo só conheço o Boxer já produzido em 2007, e o Cherry Tree, em 2003, mas associo-os sempre a sensibilidade, sempre com letras com sentido. A música que me apaixonou foi o "About Time", já à muitos anos atrás.
Gostei deste álbum, continuou bem na onda deles. Fala sobre sentimentos, arrependimento e tantas outras coisas que nos dizem respeito a todos.
Entre as minhas preferidas estão o "Carin at the Liquor Store", "Guilty Party" e o "Day I Die".

© the washing machine.
Maira Gall